21.4.08

Confissões de uma Mente Perturbada

Mas se tudo não passar eu passo. Como um raio, como um piscar de olhos, com uma bala sem piscar os olhos. Num canto de quarto escuro e trancado, minha fortaleza armada me mantém neutro e abstrato, junto com meu som alto. Ah, o som alto me mantém vivo.
E um dia por tudo não passar, passou. E a dor terminou, tudo se acalmou. Não precisava mais de pílulas pra aliviar a dor, cortes para esfriar o sangue e cordas para aliviar o nó na garganta. Porta afora tudo parecia lindo e distante, quando antes não era ninguém, me encontrei no meio de um monte.
Tantas coroas de rosas para uma cama onde eu possa sonhar. É engraçado ver todo riso cessar. Quem ri por último não ri melhor? Vocês riram por último mas não se sentem melhores? Todos esqueceram a grande piada? É divertido saber que vocês não tem mais nada pra me fazer chorar. E não adianta ensaiar essas lágrimas falsas para me fazer pensar que eu errei. Vocês pensam que eu não sei? Que quando lembrarem de mim vão começar a rir. E quando o estranho finalmente vai embora todo mundo começar a chorar, bem, EU NÃO QUERO LÁGRIMAS FALSAS.
O meu caminho está certo, sempre sozinho sem ninguém me procurar, nunca quis tentar me encaixar. Quem são vocês pra me julgar? Vocês não sabem o que eu sei, vocês não sabem pelo o que eu passei. Vocês decidem o que é certo ou errado? Eu fui deixado de lado, julgado e culpado.
O canto está vazio agora sem ninguém pra ocupar lá. O chão está molhado de lágrimas de sangue de quem um dia chorou por um mundo onde não consegui se adaptar. Um mundo que ninguém deixar ele entrar.
Ninguém me quis ouvir falar. Ninguém me deixou explicar. Nao espere motivos pra me machucar ou me ferir. E não preciso mais gritar. E não é desculpa tentar achar alguém culpar. A culpa não é só minha é de mais alguém, sei lá quem.
Eu vou passar e não vou deixar rastros.
E como nada quis passar eu passei. A dor, a raiva, as risadas, a tristeza, as discussões de madrugada. Os espelhos quebrados, punhos ensanguentados de tanto socar as paredes do curto. Os dois que nunca quiseram me ouvir só ouviram a explosão.
Todos corações pararam de bater juntos. O meu também.
Porque tudo passa com uma bala. Com um bala.

2 comentários:

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