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Um Opala branco - 79, com a traseira do teto preto, parou perto da esquina da rua Pirassununga com a Cuiabá, na frente do bar do Luís. Era 11:45 da manhã de um dia cinzento e garoava muito.
Ele desceu do carro. Estava com um sobretudo marrom. calças jeans azul, uma camiseta de algodão branca e calçava um coturno de cano ano preto. E seu maço de cigaros estava vazio.
Ele caminhou para dentro, sem tirar os olhos da mansão do outro lado da rua.
-Um maço de galaxy, por favor.
-Galaxy não tem maço, só caixinha.
Ele suspirou alto olhando pro senhor de bigode do outro lado do balcão.
-Então...me dá uma caixinha mesmo.
-Dois e noventa.
Ele checou os bolsos e tirou uns trocados, mas no momento em que ia encostar nos seus cigarros ouviu o barulho de um carro derrapando do outro lado da rua.
-Merda.
Ele sacou seu calibre 38 da parte de trás da calça e gritou pro atendente:
-Fica abaixado.
E saiu do bar atirando em direção do outro lado da rua.
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